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O indefinível isso

Talvez na sua solitude caseira você não consiga acessar diretamente a observação inerente, e romper esse elo que existe entre quem você pensa ser e os acontecimentos à sua volta.

Por isso é fundamental aceder à autoinvestigação: Quem é você?

Se quer encontrar a si mesmo, você tem que parar de se identificar com aquilo que é visto e voltar-se para aquilo que .

Você tem mantido a sua atenção voltada para os acontecimentos, o que é fundamental para que essa entidade que você chama de “eu” se mantenha coerente, concreta.

É à medida que você não mais deposita tanta confiança naquilo que acessa com os sentidos, que a entidade que você imagina ser começa a se liquidificar, a se vaporizar. A desaparecer.

É preciso coragem e muita energia disponível para experimentar a dissolução. Os que se aproximam, comumente desistem, têm medo… Para ir adiante, é preciso investigar: Quem está com medo? Automaticamente você diz “eu”, sem nunca perguntar de uma maneira potente: “Quem sou eu?”

Quem é esse que sente, pressente, pensa e vive como sendo “você”?

Talvez você não tenha o anseio de encontrar a si mesmo, mas aqui o convite é para que não mais aceite nenhuma descrição como sendo você. Retorne à fonte, à observação – livre de definições –, onde a mente não tem acesso.

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