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Os olhos são visíveis ao invisível aos olhos

Proponho, incansavelmente, que veja como o “aparecer” é sólido. Todos tentam, de alguma maneira, aparecer, pois se não aparecer, “você” é ninguém. Exatamente por isso o nosso encontro traz um propósito implícito que não é aparecer, é desaparecer.

Você, na sua intimidade, desaparecendo para si mesmo. Tendo pelo menos um vislumbre de que tudo aquilo que você parecia ser, não é.

Colocando em perspectiva: o corpo não vai desaparecer, mas quem é que diz que o corpo é você? Ele não é. A mente diz que o corpo é você, então você precisa “dar pause” – seria bom se inventassem um botão que pudesse pausar a mente, para que as imagens ficassem congeladas no passado e você, no presente, notando que a imagem congelada não é você, pelo simples fato de haver um distanciamento: você pode ver a imagem, de um outro lugar.

Esse trajeto propõe que você desperte, descubra que você é aquilo que observa – tanto a mente pensando, quanto o corpo sentindo – e não aparece de forma alguma.

Aliás, se estivéssemos conscientes, enquanto humanidade, duvido que alguém chamaria de selfie uma foto do seu corpo, porque a foto do seu corpo não é uma foto sua, você não é fotografável. Você é invisível aos olhos. Você é invisível aos sentidos. Você é invisível à sua mente.

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