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Dentro do infinito, silêncio

Quando você conecta com o agora – alguns de vocês já notaram –, a mente perde substância. No agora não há mente. Seria como dizer que você perde as características, pelo menos temporariamente. Mas há algo que fica. As características se vão, e você fica. Isso que fica é o que deve receber toda a sua atenção.

Observe se aquilo que permanece presente, apesar de qualquer acontecimento, é uma história na mente, uma memória, uma sensação, um registro sensorial ou alguma outra coisa.

Chega um momento em que a pergunta “Quem é você?” não pode mais ser submetida às respostas dos históricos que você guarda. A alternativa, portanto, se faz única. Impossibilitado de acessar qualquer história, qual é o seu nome?

Estamos diante do mistério. E se aceita essa proposta, de cara, sem artifício algum, você está nas bordas da linguagem. Linguisticamente você até pode dizer que é o nada. Mas, nesse nível, os pronomes perdem o sentido. O “você” só tem aplicação se houver o “outro”. Mas, nesse ambiente, não tem você nem o outro. O outro é você. Você é o outro.

Desnudo das características, aquilo que somos é uma e a mesma coisa. E não é coisa alguma. Não tem substância. Não está no espaço. Não está no tempo.

Ao deixar de lado todas as condições, você começa a sentir uma Presença – digo dessa maneira para que seja inteligível, mas não passa pelos sentidos em realidade. Essa presença não está no corpo. O corpo é, objetivamente, um objeto dentro disso. Um objeto temporário dentro do infinito que você é.

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